Naganuma - Advocacia e Consultoria em Trânsito e Transporte Público

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Onde tudo começou...

Em 16 de junho de 1916, nascia na terceira maior ilha do arquipélago japonês na cidade de Fukuoka, na província de Kyushu, MINORU NAGANUMA.

Neto de Iwataru Naganuma e Masu Naganuma, iniciava-se a história da vida de um homem desbravador, com idéias futuristas e à frente de seu tempo, cuja trajetória foi balizada na família, no trabalho, na dedicação, perseverança e pulso firme.

Filho único, aos 13 anos de idade, imigrou para Brasil ao lado de sua mãe Tsune Naganuma para trabalhar na lavoura de café, juntamente com milhares de outros japoneses que objetivavam ascender, prosperar e enriquecer em terras novas.

O destino de Minoru não se desviou do pretendido.

Inicialmente, trabalhou com sua mãe na lavoura de café, posteriormente, morou em Guaianazes, cidade do interior do estado de São Paulo onde possuía uma propriedade arrendada para plantação de algodão.

Aos 22 anos se casou com Mieko Fujimaki Naganuma, também imigrante japonesa nascida em 1919 na cidade de Yamanashi integrante da província de Meijii. Ela, com seus 19 anos filha de Takashi Fujimaki e Miti Fujimaki, teve seu enlace matrimonial realizado no mês de abril de 1938.

Na seqüência, mudaram-se para a cidade de Bauru também no interior do estado de São Paulo, onde trabalharam um tempo na plantação de verduras.

Em 1939 nascia no dia 12 de fevereiro a primogênita do casal Mikiko Naganuma, a primeira de um total de 8 filhos.

No ano de 1950 a família Naganuma adquiria sua primeira propriedade rural em Bauru a Chácara Santa Terezinha. Começaram trabalhando com hortifruti, mas logo em seguida, em meados da década de 50 iniciaram a atividade de criação de galinhas para produção de ovos que acompanharia a família até o século XXI.

Minoru, dotado de uma inteligência prodigiosa, com suas idéias inovadoras, organização, rigor, austeridade no tocante à qualidade e excelência na organização de seus negócios, e aliada a uma personalidade forte, com seu modo calado, observador, suas meias palavras, e muito exigente em todos os setores da vida, administrou com mão de ferro, primor e notoriedade a granja na produção de ovos.

À época (anos 50), foi o primeiro granjeiro de grande porte a implementar novas tecnologias de mecanização, otimização e redução de custos na produção que foram importadas diretamente das fazendas da Califórnia nos Estados Unidos da América, como por exemplo trituradores de milho, misturadores de ração, lavadoras e classificadoras automáticas de ovos, entre outras.

Um apaixonado por música clássica, fã das obras de Bach e Mozart, trouxe do Japão em sua bagagem de mão no navio que o levou para o Brasil, discos de porcelana de música erudita. Homem muito bem relacionado, sociável e querido pela sociedade bauruense, ganhou o troféu de segundo lugar no concurso de cantores amadores.

Convém ponderar que, muito embora fosse apreciador de uma boa leitura e amante incondicional de carros, não lhe preocupava apenas a produção de sua fazenda granjeira ou a música clássica. A família era o cerne e a motivação de toda essa dedicação e trabalho. Igualmente severo com os filhos, exigia que todos estudassem, que fizessem da leitura um hábito e repreendiam-nos quando das notas baixas. Objetivava capacitá-los para que de alguma maneira, no futuro, pudessem contribuir e interferir nas decisões das principais questões que atingem a sociedade.

Minoru Naganuma faleceu no dia 29 de setembro de 1971, aos 55 anos. Deixou o mundo material de modo abruptamente antecipado. Alguns dizem que os que vão ainda jovens é o resultado do alcançar superior de um estágio espiritual. Outros falam que partem ainda novos, porque já cumpriram sua missão. Segundo dizeres do poeta Fernando Pessoa: “Morrer é apenas não ser visto. Morrer é a curva da estrada”.

Acreditamos que Minoru Naganuma fez essa curva na estrada, porque alcançou precocemente essa elevação espiritual. Todavia, nos deixou o maior dos legados: sua herança genética que pulsa em nosso sangue e o muito de sua sabedoria que reverbera geração pós geração.

Minoru tinha um sonho. Dizia que gostaria de ter pelo menos um político e um advogado na família. Acho que ele já sabia que isso iria acontecer. Como dissemos, era um homem de visão, à frente do seu tempo e anteviu tudo.

Agradecemos a Minoru Naganuma por ser a célula matriz de nossa família e somos eternamente gratos porque sabemos que ele nos guia e olha por nós em todos os dias de nossas vidas.
(Mathias Yoneda Naganuma)
(4º neto e filho único de Matias Tsuyoshi Naganuma, caçula de Minoru Naganuma)

 

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