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A MOBILIDADE E SUAS DIFICULDADES

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01/10/2016 é o Dia: Internacional das Pessoas Idosas, do Agente Comercial, Nacional de Doação de Leite Humano, do Representante Comercial, Nacional do Vereador, de Santa Tereza do Menino Jesus, Mundial do Vendedor, Mundial do Vegetarianismo, Mundial da Música, Nacional da China.

“Muito se fala em mobilidade urbana e em resolver os problemas ocasionados pelo excesso de veículos, especialmente nas metrópoles.
Quando uma cidade proporciona mobilidade à população, oferece as condições necessárias para o deslocamento das pessoas. Em outras palavras, ter mobilidade é conseguir se locomover com facilidade de casa para o trabalho, do trabalho para o lazer e para qualquer outro lugar onde o cidadão tenha vontade ou necessidade de estar, independentemente do tipo de veículo utilizado.
O conceito não deve ser confundido com o direito de ir e vir preconizado pela Constituição. Ter mobilidade urbana é pegar o ônibus com a garantia de que se chegará ao local e no horário desejado, salvo em caso de acidentes, por exemplo. É ter alternativas para deixar o carro na garagem e ir ao trabalho a pé, de bicicleta ou com o transporte coletivo. É dispor de ciclovias e também de calçadas que garantam acessibilidade aos deficientes físicos e visuais. E, até mesmo, utilizar o automóvel particular quando lhe convier e não ficar preso nos engarrafamentos. (por Cristina Baldini)”

Ao encontro de todas as propagandas, alardes e movimento dos ecologistas/naturalistas, pressões para que sejam construídas ciclovias e outras teorias mais, sem o devido conhecimento da real situação principalmente das grandes metrópoles, o Governo do Estado de São Paulo recomenda não andar de bicicleta na rua (postado no Twitter pelo Portal do trânsito 12/07/2012). Recomendação essa, publicada no Diário Oficial de São Paulo de 11/07/2012 e ainda traz a manchete “mais ciclistas, mais acidentes”.

Os especialistas recomendam não andar de bike no trânsito de São Paulo, deixando essa opção como lazer em parques públicos e em ciclovias já instaladas, diferentemente das cidades menores em que grande parte da população usa esse veículo como meio de transporte para os seus afazeres diários. Muita dessas cidades já tem ciclovias instaladas tamanha é a utilização desse meio de transporte, como a cidade de Rio Branco-AC, por exemplo.

Vários portais e adeptos do uso da bicicleta são contra essa publicação alegando que o Governo estimulou o uso, reservando inclusive vagões de Metrô para o transporte das bikes e com bicicletários em determinados terminais. À época, lembro muito bem, que a iniciativa foi muito bem clara. Seria, a reserva, para os finais de semana e feriados para possibilitar aos moradores de bairros distantes do centro da cidade, de vir até determinado ponto para conhecer outros parques da cidade sem ter que enfrentar as grandes avenidas “arteriais” que são desprovidas de ciclovias. Diga-se de passagem, está funcionando e sendo muito bem utilizada nos finais de semana.

Quem conhece a cidade de São Paulo, sabe muito bem que é humanamente impossível instalar ciclovias nas vias arteriais ou não, pois a quantidade de veículos leves e pesados é muito grande e o maior desafio agora é aumentar a velocidade para que o trânsito tenha a fluidez desejada.

Legislar, alardear, promover debates sem o devido conhecimento da situação é muito fácil. O difícil para essas pessoas é sair para a rua ver a real situação de risco.

Andar de bicicleta nas ruas de São Paulo é arriscar a vida. Só se deve fazê-lo nos finais de semana quando a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) reserva as pré-sinalizadas ciclovias e faz todo um trabalho de acompanhamento monitorando cada espaço reservado para esse fim. Aqueles que trafegam de carro reclamam e muito, pois o trânsito que ficava melhor nos finais de semana continua ruim justamente por causa dessa reserva para as ciclovias a fim de dar alguma opção de lazer para quem é adepto desse esporte ou meio de transporte.

Para o tema em questão, falta a Administração da Mobilidade Urbana. Precisamos de administradores competentes pensando a questão do deslocamento do trânsito e tudo que gira em torno do caos que está se instalando nos grandes centros.

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