Naganuma - Advocacia e Consultoria em Trânsito e Transporte Público

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TRÂNSITO MELHOR

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Dia 30/04/2016 é o Dia: Nacional da Mulher, Nacional do Ferroviário, de São Pio V, Internacional do Jazz, Mundial da Medicina Veterinária em 2016, da OEA – Organização dos Estados Americanos, de Santa Ildegarda, de São José Benedito, do Papa, Internacional da Dança.

Comportamento no trânsito tornou-se assunto de psicologia. Querem incutir que a gentileza deve fazer parte do cotidiano do trânsito. Pois digo que onde existem regras, leis regulamentando o assunto, teoricamente não cabe gentileza. Existe uma campanha intitulada Trânsito Mais Gentil. A mim particularmente não agrada. Não agrada porque a campanha deveria se intitular “Obedecendo as Regras e as Leis do Trânsito”. Uma parcela grande da população desconhece as regras e as leis e simplesmente passam a pregar que os condutores precisam ser mais gentis. Numa rotatória por exemplo cabe gentileza?

Atitude é tudo num mundo corporativo onde necessariamente a gentileza faz parte do dia a dia. Mas o porquê de toda essa falta de educação no trânsito?

Antes de abordar o porquê, vou esclarecer que quando me refiro a trânsito, estou me referindo a tudo que se movimenta num determinado espaço geográfico, seja ela de aglomeração ou de fluxo normal (entenda-se gente e/ou veículos automotores ou não).

Podemos notar que mesmo andando a pé nas movimentadas ruas dos grandes centros, sentimos que ninguém está preocupado em ter uma atitude correta. Como por exemplo, pedir desculpas quando, inevitavelmente, se toma ou dá um esbarrão num outro pedestre.

A educação vem de dentro dos lares, portanto, nada mais correto e útil do que fazer campanha educativa maciça e agressiva de uma maneira que adentrem os lares brasileiros. Naturalmente que nesse “marketing” seria inserido de forma sutil e bastante enfático a campanha de educação para o trânsito.

A falta de educação, gentileza e a aplicação do já batizado “jeitinho brasileiro”, ocorre em todos os locais de variados níveis cultural e sócio econômico.

Citando um exemplo clássico, num simples consultório médico ou dentário, tem sempre um “esperto” que chega duas horas antes do seu horário agendado pedindo para a atendente fazer um “encaixe” entre os horários dos outros pacientes que chegam no horário marcado alegando que seu caso é simples e rápido. O mais incrível é que a atendente e o profissional aceitam esse argumento e efetuam o dito encaixe. Isso é gentileza?? No meu entender é pura falta de bom senso, educação e consideração para com aqueles que obedecem às regras.

É isso. Essa maneira de agir está tão arraigada, introjetada nos brasileiros que só com educação agressiva, continuada e maciça e que chegue dentro de todas as casas providas de televisão desse imenso território que é o nosso Brasil, é que vamos sentir alguma mudança a médio e longo prazos.

Insisto em dizer que bater nessa tecla de trânsito mais gentil não vai surtir o efeito esperado se a educação, atitude, comportamento não for inserida no contexto da educação escolar e familiar.

Nosso país está em frangalhos principalmente no que diz respeito a educação escolar, o conceito correto de educação dentro das escolas ficou completamente deteriorado, esquecido. Não se ensina mais civilidade nem respeito para com o próximo. Os pais, por sua vez, acham que a escola tem a obrigação de educar civicamente os jovens. A educação vem de dentro de casa. Cabe aos pais educar a criança desde a sua mais tenra idade e a escola complementá-lo com conceitos de civilidade. Com jovens com essa formação vamos ter gentileza no trânsito como? O povo em geral é mal educado, “porco” e sem noção das coisas. “Porco”, porque apesar de todo lava rápido pendurar um saquinho na alavanca do câmbio para colocar o lixo, o cidadão abre a janela e joga papel, restos de comidas, latas de bebidas e muitas outras coisas que vão se acumulando pelas ruas e calçadas.

Os defensores da ideia de gentileza sempre têm o argumento de que o trânsito causa estresse ou que o condutor está nervoso por algum motivo externo. Não ouvi de nenhum desses defensores, até o presente momento, dizer que é preciso, antes de tudo, educar o povo. É educar a massa inclusive aqueles chamados da terceira idade. “Afinal, o que é terceira idade? Em que idade começa a segunda?”

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