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PSICOLOGIA DO TRÂNSITO

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Hoje dia 11/10/2014, é o Dia do Deficiente Físico, Dia Internacional da Prevenção à Obesidade, Dia Internacional da Menina, Dia Municipal de Luta por Creches em Porto Alegre – RS.

Este artigo já foi publicado em 06/10/2012, porém por conter dados interessantes e históricos, estou tomando a liberdade de republicá-lo e informar aqueles que, na época, não tiveram a oportunidade de tomar conhecimento.

Os problemas da circulação humana existem desde que a roda foi inventada. A partir de então, já naquela época, havia divergências sobre a questão da circulação.

Em 26 de janeiro de 1886 quando Karls Benz patenteou, na Alemanha, o primeiro veículo movido por motor à explosão, os problemas começaram a surgir com mais intensidade.

A massificação do uso desses veículos trouxe mudança nos valores culturais, no conceito de distância, entre espaço e tempo, cidades e países, nas relações humanas, nos avanços tecnológicos e científicos e finalmente nos padrões do comportamento humano e social.

Todas essas mudanças que tiveram início naquela época (1886) que refletiram importantes avanços desenvolvimentistas trouxeram, também, problemas graves como alterações ecológicas, ruídos, redução do espaço para os pedestres e principalmente acidentes que perduram até os dias de hoje.

Essas questões mobilizam a sociedade para encontrar soluções na Psicologia e demais ciências que dentro dela, têm a disciplina que estudam o comportamento humano no trânsito.

Os estudos da psicologia aplicada aos transportes terrestres foram iniciadas com o surgimento das ferrovias e só então aplicadas aos veículos automotores sobre rodas nos meados do século XX precisamente na década de 1920.

Em 08 de junho de 1953 O CONTRAM aprovou uma resolução que tornou obrigatório, em todo o País, o Exame Psicotécnico que somente o estado Minas Gerais pôde cumpri-la, pois só ela havia instalado o Gabinete de Psicotécnica de Trânsito.

O precursor da aplicação da psicologia, ainda por profissionais não especializados, foi o setor de transportes que deu origem, nesse sentido, ao campo de atuação da psicologia do trânsito. Isso caracterizou a primeira etapa histórica onde foram criadas várias instituições de seleção e treinamento industrial e de trânsito tais como o IDORT, CFESP, SENAI entre outros, todos eles sob a direção de Roberto Mangue, considerado o expoente da Psicologia de Trânsito no Brasil (Carelli, 1975).

“Esta tradição marca uma das primeiras competências profissionais de intervenção legalmente regulamentada e mantida ao longo de toda a História da psicologia no Brasil (Hoffmann, 1995).”
Ref.: Maria Helena Hoffmann, Roberto Moraes Cruz, João Carlos Alchieri.

Parabéns por todos os esforços desde a aprovação da profissão até a aplicação efetiva de algum instrumento de avaliação do aspirante a condutor autorizado. Entretanto os exames aplicados até nos dias de hoje se limitam à natureza instrumental da personalidade e das habilidades e em muito menor grau aos acidente de trânsito, isto é, o processo da psicologia relacionado ao comportamento do condutor no trânsito e sua relação com outros fatores ambientais não são considerados nesses testes.

Cursos em nível de pós-graduação, núcleos de pesquisas diversos foram criados em Universidades, pois a psicologia do trânsito está intimamente ligado à figura desse profissional e são realizados Congressos de Psicologia no Trânsito e muitas outras teorias mais como o “Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito” pela empresa Volvo do Brasil – Motores e Veículos S.A. que premia os melhores trabalhos e temas de trânsito em diversas categorias.

Pergunto. Tudo isso alguma vez saiu do papel? Tudo se limita às Leis e Resoluções dos órgãos competentes e continuamos tendo bilhões em gastos com os acidentes de trânsito.

Onde estão esses profissionais premiados e pós-graduados no assunto? Escrevendo livros? Quem os lerá? Naturalmente somente os do ramo acadêmico ou alguns de órgão que regulam o assunto. Precisamos de conscientização, treinamento, palestras voltadas ao assunto desde a mais tenra idade. As escolas não estão capacitadas para esse tipo de matéria na sua grade curricular e nem o poder público está preocupado em inseri-lo.

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